tv antiga

O modelo de negócio das TVs tradicionais está quebrado. Forçar a audiência a se postar na frente da TV no horário marcado para assistir o seu programa favorito para depois interrompe-lo com um montão de propagandas, não faz mais sentido. Este modelo sobreviveu todos esses anos apenas por limitações tecnológicas. Com a tecnologia de broadcast utilizada, não era possível enviar uma programação diferente para cada pessoa. Mas com a internet, tudo mudou.

A Netflix é um exemplo de TV do futuro. Na Netflix o consumidor paga uma assinatura mensal e escolhe o programa e o horário que achar mais conveniente para assisti-lo. Nada de propagandas, apenas conteúdo. Muito melhor para o consumidor. Claro que ainda tem aqueles consumidores que não vão querer pagar para assistir seus programas, mas para este caso, tem o Hulu.

No Hulu, o consumidor tem acesso a uma boa quantidade de programas gratuitos, mas neste caso o programa é interrompido por propagandas. Parece o mesmo modelo das TVs tradicionais, mas não é. No Hulu as propagandas são direcionadas para você. Através da coleta de dados, o Hulu vai aprender que tipo de assunto lhe interessa e vai apresentar apenas propagandas de seu interesse. Com anúncios mais efetivos, o Hulu pode cobrar mais e consequentemente o consumidor terá que ver menos reclames. As mudanças não param por aí.

Eventos esportivos, que são mais interessantes de serem assistidos ao vivo, também estão sofrendo sua dose de disrupção. Hoje já é possível comprar pacotes para assistir ao vivo a qualquer jogo da NFL e da NBA em todo o planeta através da internet. Mais uma vez o consumidor sai ganhando, porque pode assistir ao vivo, onde ele estiver, através do smarphone, computador ou tablet. Não precisa voltar correndo para casa. Além disso, está comprando o pacote diretamente das ligas e eliminando o atravessador. Por isso, os preços devem baixar. O atravessador neste caso são as TVs a cabo, cujo modelo de negócio também não deve prosperar.

O modelo de negócio das TVs a cabo é nos obrigar a assinar pacotes com 200 canais, para poder assistir aqueles 10 canais que realmente nos interessa. Mesmo pagando caro eles ainda nos oferecem uma programação linear, repetem os mesmos programas exaustivamente e nos enterram em mais uma montanha de anúncios.

A TV pela internet é o futuro. A quebra das limitações técnicas da trasmissão por broadcast vai dar a liberdade que as empresas precisam para criar modelos de negócios inovadores que atendam melhor o consumidor. E o consumidor quer uma TV mais personalizada. Quer escolher exatamente o que deseja ver e no momento que desejar. Quando tempo levará para esta mudança? Não sei, mas está diretamente ligado ao tempo necessário para que o acesso banda larga fique disponível para a maioria dos lares. Tomara que não demore…