O Windows 8 Consumer Preview foi lançado esta semana cumprindo mais uma etapa rumo a liberação da versão final. Como já havia falado, considero o Windows 8 uma oportunidade única para desenvolvedores, porém após analisar mais de perto, começo a perceber o outro lado da moeda.

Existe uma diferença fundamental na estratégia da Microsoft em relação a Apple, que demonstra a ousadia da empresa de Bill Gates. A Apple decidiu usar o IOS (que foi criado para o iPhone) no iPad, mantendo o MAC OS X apenas em seus computadores. Já a Microsoft optou por criar o Windows 8 para tablets e desktops, deixando o Windows Phone 7 apenas para smartphones.

Esta decisão implica em uma mudança radical da experiência de uso do Windows para sua imensa base de usuários desktop. Claro que muitos vão notar que ainda existe o botão de pânico, a opção de poder rodar no modo desktop igualzinho ao Windows 7, porém não cabe ao usuário decidir o modo que vai usar e sim ao software que ele está usando. Aplicações feitas para rodar no Metro Style não vão rodar no modo desktop e vice-versa. Considerando que os fabricantes de software vão desenvolver suas versões preferencialmente em Metro Style (porque vai rodar tanto nos computadores quanto nos tablets), os usuários não vão poder se refugiar da nova interface.

Será que a nova interface para computadores pessoais vai ser aceita?

all in

Como já disse, os tempos agora são outros e poder está na mão dos usuários. Não estou dizendo que o Windows 8 vai ser um sucesso ou um fracasso, mas é uma aposta muito arriscada, um verdadeiro “all-in” (expressão do poker usada quando um jogador aposta todas as suas fichas) da Microsoft pela disputa no mercado móvel. Se os usuários rejeitarem o Windows 8 como fizeram com o Windows Vista, o Windows 7 vai continuar tomando conta do mercado desktop, mas a Microsoft não conseguirá mais lutar no mercado móvel porque terá perdido pelo menos mais uns 3 anos.

De qualquer forma, agora vamos deixar que o povão decida.