Um produto pra chamar de seu
Em outros tempos era muito comum marketeiros empurrarem seus produtos goela abaixo dos consumidores. Entretanto, com a popularização da internet e suas redes sociais, esse tempo acabou.
Hoje em dia o poder mudou de lado. Os consumidores descobriram que podem de forma simples ferrar uma empresa (mesmo uma grande corporação) quando elas pisam na bola. Exemplos não faltam... vejam o caso do "United Breaks Guitar".
Em 2009 um cantor canadense teve o violão danificado em uma viagem área feita através da United. Cansado da buracracia em tentar obter o ressarcimento do prejuÌzo ele resolveu compor e gravar (no youtube) a canção "United Breaks Guitar". Rapidamente milhıes de pessoas acessaram e a mídia cobriu amplamente o assunto. Em 4 dias o preço das ações da United caiu em 10% causando um prejuÌzo de 180 milhões de dólares aos seus acionistas.
Facebook, Paypal, Google, todas essas empresas já tiveram que reverter mudanças, remover funcionalidades, mudar políticas, tudo em virtude de pressão de seus usuários. Esssa lição tem que ser aprendida logo, se você é ou quer ser um empreendedor.
Seu produto só é "seu" até o momento do lançamento. Depois de lançado ele pertencerá a seus clientes. Tudo o que você fizer, tem que ser sempre levando em consideração o feedback dos consumidores. Nada de tentar empurrar a pulso algo que eles não desejam.
Para cultivar esse comportamento, é preciso ser humildade. Reconhecer que não sabemos de nada e manter os ouvidos bem abertos para escutar o que o consumidor tem a dizer. Agora o grande desafio é saber interpretar o que o cliente diz.
Uma famosa citação de Henry Ford tem tudo a ver com esse assunto: "Se eu perguntasse o que os consumidores queriam, ele teriam dito: cavalos mais rápidos".
E foram feitos cavalos mais rápidos... só que ganharam o nome de carro.
Inovação de verdade surge quando conseguimos usar nossa inteligência e criatividade para escutar o que o cliente quer e entregar o que eles precisam.
POWER TO THE PEOPLE!
Windows 8: A nova corrida do ouro
Em junho deste ano a Microsoft exibiu pela primeira vez um preview da mais nova versão do seu sistema operacional para PCs, o Windows 8. Nesta nova versão, a Microsoft introduziu o Metro Style Apps, um novo paradigma para criação de aplicações.
As Metro Apps representam uma mudança que vai muito além da cosmética. É uma forma realmente reimaginada para construção de aplicações tanto para o desktop quanto para tablets. Apesar do fato que o Windows 8 rodando em plataforma Intel manter a compatibilidade com o legado, certamente as novidades irão forçar desenvolvedores a reescrever suas aplicações para o novo modelo.
Além disso tudo, o modelo de distribuição de aplicações será o da moda: App Store. No final de fevereiro a Microsoft promete abrir a loja, e nos meses seguintes começarão a aparecer os primeiros dispositivos com o novo sistema.
Agora, é só juntar as peças. Dona de um mercado imenso (alguém duvida que o Windows 8 vai vender horrores?), gerando a demanda pela reescrita de todas as aplicações e abrindo uma App Store do ZERO, a Microsoft está criando uma imensa oportunidade de negócios para desenvolvedores. Ouso a dizer que é uma oportunidade sem precedentes na história de nosssa indústria.
Que tal arregaçar as mangas e se aventurar neste mercado?