Como criar uma startup: Capítulo 3 – De onde vem as ideias
Este é o terceiro post da série "Como vou criar uma startup". Para entender e aproveitar melhor, é interessante ler os posts na sequência:
- Capítulo 1 - A morte de um empreendedor
- Capítulo 2 - Porque precisamos empreender
- Capítulo 3 - De onde vem as ideias?
- Capítulo 4 - Como transformar uma ideia em um produto
- Capítulo 5 - Customer Development e Lean Startup
Capítulo 3 - De onde vem as ideias?
No capítulo anterior, falei sobre a motivação para empreender novamente, depois de tantos anos. Agora, vou falar um pouco sobre como gerar boas ideias.
Durante todos os anos em que meu espírito empreendedor esteve hibernando, observei com certo saudosismo o movimento de empreendedorismo no mundo. Sempre ficava frustado ao ver um novo site surgindo com ideias simples e geniais. Sempre dava aquele estalo: "É tão simples e óbvio, porque não pensei nisso?".
Passei anos me torturando achando que somente os outros tinham as grandes ideias e que eu não tinha essa capacidade. Não dá nem pra contar quantas vezes repeti conversando com amigos que eu não tinha capacidade de ter boas ideias de novos negócios. O problema é que agora eu tinha decidido criar novos negócios. Não tinha outra alternativa. Precisava encontrar um método para criar.
Depois de pensar muito no assunto acabei elaborando uma teoria. Imaginei que a melhor forma de ter uma boa ideia era ter um problema para resolver, então comecei a procurar problemas no meu cotidiano. A melhor forma de fazer essa busca era fazendo uma análise crítica sobre tudo que eu fazia. Uma vez feita essas observações críticas, acabaria por detectar algum problema e logo em seguida trabalharia na invenção de alguma solução. No começo iria apenas ter ideias para melhorar coisas que já existem, mas mantendo essa disciplina da análise crítica vou eventualmente ter uma idéia completamente original.
Resolvi testar essa teoria. Me forcei a sempre fazer uma crítica em todo site que entrava e em todo software que usava. Conforme imaginei, comecei a descobrir problemas nesses sites/softwares, e uma vez tendo o problema na mão, não foi difícil imaginar possíveis soluções. Se você se sente como eu, sem ideias, tente essa abordagem. Da próxima vez que usar um software ou acessar algum site, faça uma análise crítica. Analise os problemas, as dificuldades que você encontrou e tente elaborar uma possível solução. Mantenha essa disciplina que rapidamente você vai ter boas ideias de novos produtos. Essa técnica está funcionando comigo e VAI FUNCIONAR com você.
Todas as descobertas que fiz a partir das minhas análises foram devidamente registradas. Um belo dia, peguei todo esse material e dentre as várias ideias que tive selecionei a que achava mais promissora. Agora precisava seguir em frente. Uma ideia sem execução não vale nada. Precisava transformar essa ideia em algo concreto. Comecei então a estudar formas de traçar um plano de execução dessa ideia, mas isso vai ser o assunto do próximo capítulo.
continua em: Capítulo 4 - Como transformar uma ideia em um produto
Para mais informações sobre esses assuntos, siga-me no twitter: @luizborba
Como criar uma startup: Capítulo 2 – Porque precisamos empreender
Este é o segundo post da série "Como vou criar uma startup". Para entender e aproveitar melhor, é interessante ler os posts na sequência:
- Capítulo 1 - A morte de um empreendedor
- Capítulo 2 - Porque precisamos empreender
- Capítulo 3 - De onde vem as ideias?
- Capítulo 4 - Como transformar uma ideia em um produto
- Capítulo 5 - Customer Development e Lean Startup
Capítulo 2 - Porque precisamos empreender
No capítulo anterior eu contei a história de como o fracasso com a minha primeira empresa matou a vontade que tinha dentro de mim de ser um empreendedor. E o que aconteceu depois?
Desde que saí da NetPE construí uma carreira na área de desenvolvimento de software trabalhando em várias tipos de empresas diferentes: softhouses tradicionais, empresas de produtos, pontocom, fábricas de software e institutos de inovação. Todas essas variadas experiências além da minha própria sede por conhecimento e evolução me fizeram um profissional bastante respeitado.
O maior orgulho que eu tenho é de ter conseguido progredir na carreira sem precisar sair da área técnica. Adoro o que faço e se tivesse que me transformar em gerente de projetos para atingir um patamar salarial que eu desejava ia ser muito frustante. Mas agora tudo acabou...
Desde o fim do ano passado eu comecei a sentir que cheguei no fim da linha. Daqui pra frente seria apenas mais do mesmo. Mais consultorias, mais projetos, mais produtos, mas nada de novos desafios. Como aceitar limites? Como reconhecer que não há mais nada de novo a fazer? E pensando nessas coisas, de repente deu um click. Eu estava errado.
Depois de muitos anos acordei o espírito empreendedor que tinha dentro de mim. Como diz o ditado, vingança é um prato que se come frio e a partir daquele momento comecei a me preparar para a revanche. Estava aí o desafio que eu estava procurando.
Depois de todo esse histórico, acho que dá para entender poque estou abraçando este desafio, mas quero ir além. Quero dizer que VOCÊ também precisa empreender. O Brasil já tem funcionários públicos demais e o que precisamos para crescer ainda mais como nação são mais (e melhores) empresas inovadoras.
Se sua ambição for financeira, ser um empreendedor talvez seja a única alternativa para ficar rico. Ter um emprego funciona de maneira semelhante a uma empresa que tem o faturamento atrelado ao custo, ou seja, quando fatura mais, o custo sobe na mesma proporção. O seu custo são as horas trabalhadas a única forma de ganhar mais é trabalhando mais. Com um emprego você não consegue rentabilizar o valor gerado pelo seu trabalho.
Garanto que sendo um empreendedor não vai faltar emoção e aventura na sua vida. Você nunca vai ficar entediado. Não existe segurança mas o importante é que também não existe limites para o sucesso. Quem sabe não vai ser você (ou eu) o criador do próximo Google ou Facebook? Parece impossível? Acredite, NÃO É!
Outra coisa boa é que não falta dinheiro para investir em empresas inovadores. Quase todo dia me deparo com notícias sobre fundos procurando bons negócios para investir, especialmente em nossa área. Infelizmente faltam boas ideias. Mas, como ter boas ideias? De onde vem as ideias?
continua em: Capítulo 3 - De onde vem as ideias?
Para mais informações sobre esses assuntos, siga-me no twitter: @luizborba
Como criar uma startup: Capítulo 1 – A morte de um empreendedor
Este é o primeiro post da série "Como vou criar uma startup". Para entender e aproveitar melhor, é interessante ler os posts na sequência:
- Capítulo 1 - A morte de um empreendedor
- Capítulo 2 - Porque precisamos empreender
- Capítulo 3 - De onde vem as ideias?
- Capítulo 4 - Como transformar uma ideia em um produto
- Capítulo 5 - Customer Development e Lean Startup
Introdução
Começo hoje a publicar uma série de posts sobre empreendedorismo na internet e o que estou fazendo para entrar neste mundo. Espero que estes posts motivem uma discussão construtiva, que ajude todas as pessoas que estão pensando em empreender.
Capítulo 1 - A morte de um empreendedor
Eu ainda estava na universidade quando consegui o meu primeiro emprego como desenvolvedor. Foi em 1991 e eu gostava muito do meu trabalho, mas o que eu queria mesmo era ter minha própria empresa. Obviamente eu nem sabia o que significava ter uma empresa, mas o que me movia nesta direção era a vontade de criar algo importante, de mudar o mundo. Em 1994 eu saí do meu emprego e junto com alguns amigos fundei a minha primeira empresa, a NetPE BBS.
Para quem não sabe, BBS (Bulletin Board System) é um sistema onde os usuários podem se conectar utilizando um modem e ter acesso a vários tipos de serviço como download, upload, forums, chat, jogos, etc. Talvez possa ser visto como uma internet do tempo das cavernas.
O início foi promissor, como quase não tínhamos concorrência, a empresa cresceu muito rapidamente. Chegamos a ser a maior BBS do Norte/Nordeste, com mais de 40 linhas telefônicas (cada linha representava 1 usuário conectado). Imagine só, 40 computadores conectados em um servidor... parece ridículo hoje em dia, mas acredite, naquela época era algo grandioso. Empolgado com o sucesso, cada vez mais eu acreditava de que aquele seria o negócio da minha vida, entretanto, um belo dia tudo mudou. A internet chegou.
Em 95 a internet comercial chegou no Brasil, até então apenas as universidades tinham acesso. De cara várias grandes empresas entraram neste novo negócio. Em Recife a Elógica foi a maior delas. Nessa época a NetPE ia muito bem das pernas, mas o investimento para se tornar um provedor era alto e nós não tivemos condições. De quebra nós ainda recusamos uma proposta de compra pela Elógica (a gente se achava...).
Como era de se esperar, nosso negócio mixou. Levou um bocado de tempo para nos tornarmos um provedor internet e quando finalmente conseguimos, já tínhamos perdido metade de nossos clientes. Mesmo assim, viramos a NetPE Internet.
Com a NetPE Internet voltamos a crescer, mas as margens eram bem mais apertadas do que na época do BBS. Como BBS éramos gigantes, mas como provedor internet éramos nanicos. Para compensar, fazíamos vários serviços na web: jogos, mecanismo de busca, catálogo de médicos, e tantas outras coisas que nem me lembro. Em 96 submetemos ao Softex, em parceria com a Ecossistemas (atual Facilit), um projeto de desenvolvimento de jogos para internet. O projeto foi aprovado.
A idéia do projeto EasyGames (que depois virou Coliseum) era desenvolver jogos simples mas que pudesse ser jogado pela internet. O primeiro desses jogos foi o NetPong (atualização do clássico Pong). Para resumir, vendemos muito pouco e quando dinheiro acabou fomos obrigados a parar.
A situação do provedor não melhorou, mal se pagava e quase não crescia. Em 98 eu desisti. A NetPE continuava funcionando, mas eu decidi não trabalhar mais lá. Fui procurar emprego. Continuei como sócio ainda por um bom tempo até finalmente sair da sociedade. O resultado me deixou muito frustrado. Morreu um empreededor. Aquilo não era para mim. Minha vontade era ser um empregado assalariado... e foi assim até 2011...
continua em: Capítulo 2 - Porque precisamos empreender
Para mais informações sobre esses assuntos, siga-me no twitter: @luizborba
Arquitetura Pragmática
Fui convocado por Silvio Meira para dar uma aula sobre Arquitetura de Software para a turma de engenharia de software na pós-graduação da UFPE. Minha intenção foi fugir do óbvio e mostrar uma nova visão sobre arquitetura, fortemente influenciada pelas metodologias ágeis e pela evolução das tecnologias web. A aula foi bem proveitosa e estou satisfeito por mostrar algo que vai além das abordagens tradicionais. Este trabalho é marcante porque contém pela primeira vez os enunciados das primeira e segunda lei de Arquitetura de Software de Borba
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