scrum user group recife Compareci ao kickoff da criação do grupo Scrum User Group Recife na quarta-feira passada. Acho muito interessante esse tipo de iniciativa, pois já é comum haver colaboração virtual através da internet, mas nada substitui uma oportunidade para discussões e troca de experiências cara a cara. O próximo encontro já está marcado para o dia 5 de novembro, e eu estarei lá colaborando.

Durante o evento, houve uma apresentação de Boris Gloger sobre as dificuldades de se adotar Scrum, e enquanto eu escutava, acabei por reviver os primeiros momentos da implantação aqui na empresa. Como já falei em post anterior, eu fui o responsável em implantar o scrum, e tudo começou com um projeto piloto e 1 equipe. Tudo tava indo muito bem, os conceitos estavam sendo bem assimilados e o trabalho ia de vento em popa, porém os bons resultados criaram uma imensa pressão nos outros projetos. De repente, todas as equipes queriam usar scrum. A pressão foi tão grande que não deu para conter a ansiedade do povo. Em um piscar de olhos tive que treinar quase 100 pessoas (não tínhamos orçamento para contratar Boris) e todo mundo passou a usar scrum. Como eu só era um (ainda sou apenas um), não deu para acompanhar o dia a dia de todas as equipes e nem todas as equipes conseguiram experimentar o sucesso da equipe piloto.

Com esta situação, decidi adotar uma nova estratégia de acompanhamento utilizando um dos princípios do TPS (Toyota Production System) chamado “Genchi Genbutsu” que em tradução livre significa vá até lá e veja você mesmo. A minha idéia é entrar em cada uma das equipes, fazer parte dela por 1 ou 2 sprints e ajudar a fazer os ajustes necessários para transformar os insucessos em sucessos. Este processo vai ser bem demorado, mas acredito que vai deixar resultados mais sólidos. Já passei pela primeira equipe que estava com a moral nas canelas e juntos conseguimos virar o jogo. Estou agora na segunda equipe e estamos evoluindo bastante. O que eu aprendi com essa experiência é que cada equipe em cada projeto é um mundo novo. Não dá para ficar fazendo suposições ou criando boas práticas universais…

VÁ ATÉ LÁ E VEJA VOCÊ MESMO!